Perdeu. Perdeu depois de 12 assaltos disputados. Perdeu sem ir uma vez sequer a lona. Perdeu na contagem dos juízes por 2x1. Perdeu por um jab que abriu sua guarda e deixou que o direto entrasse, foi por isso que perdeu, por dois golpes. Perdeu da pior maneira possível, ou da melhor, não sei, mas que tristeza daquele homem. Ficou dias e dias pensando, "e aquela hora, como o cruzado não entrou?", "eu fiz o possível, mas poderia ter sido mais agressivo, ter tomado a frente da luta!". Estava convicto de que não foi o adversário que ganhou, mas ele que perdeu. O sentimento de culpa o corroía como ferrugem em aço velho.
Após algumas ferrugens, doses, esquinas, prostitutas, brigas e porres ele descobriu a verdade. Para ele a verdade se tornou simples, "eu perdi porque ataquei menos". Ele via isso nos vídeos dos grandes vencedores atacadores, Joe Louis, Muhammad Ali, Jorge Foreman, Joe Frazier, Rocky Marciano, este que em 49 subidas ao ringue nunca conheceu a derrota. Todos com ataques fulminantes, o que valia era o nocaute.
Em algum momento de embriaguez conversando com um velho garçom chegou a outra conclusão por analogia. "A vida é como uma luta de boxe, quase sempre ganha quem ataca mais, quem arrisca mais"...Quem arrisca aquele jab para abrir a defesa alheia, quem troca a passada para pegar o contrapé, quem deixa de planejar um pouco e usa mais o feeling.
Esse homem se tornou o terror dos campeonatos amadores do subúrbio de Nova Iorque, sua luta ficou impecável com a verdade. Agressivo, mas ortodóxico. Técnico, mas impulsivo. Aprendeu que deveria lutar como vivia e vice-versa. "De cara para o vento arriscando, porém com a guarda alta meu filho, sabendo a hora de baixar e atacar, você não sabe o que vem por aí", dizia ele nas suas filosofadas.
Se funciona? Não dá para saber até você arriscar!
Saia da defensiva. Ataque. Um jab, abriu a guarda, um direto, outro, um cruzado de esquerda, foi a lona, abriu a contagem. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez. Nocaute, o vencedor!
Esse homem se tornou o terror dos campeonatos amadores do subúrbio de Nova Iorque, sua luta ficou impecável com a verdade. Agressivo, mas ortodóxico. Técnico, mas impulsivo. Aprendeu que deveria lutar como vivia e vice-versa. "De cara para o vento arriscando, porém com a guarda alta meu filho, sabendo a hora de baixar e atacar, você não sabe o que vem por aí", dizia ele nas suas filosofadas.
Se funciona? Não dá para saber até você arriscar!
Saia da defensiva. Ataque. Um jab, abriu a guarda, um direto, outro, um cruzado de esquerda, foi a lona, abriu a contagem. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez. Nocaute, o vencedor!
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